O Globoplay prepara um dos projetos mais ambiciosos de seu catálogo e os bastidores já começaram a ser revelados, com a divulgação da primeira imagem dos protagonistas Giovana Cordeiro e Vitor Sampaio. Na história, ele interpreta um agente federal que investiga uma organização criminosa enquanto tenta desvendar os segredos que cercam o Clube Hedonê e sua misteriosa proprietária. Já Giovana interpretará Leandra, principal estrela de uma casa erótica frequentada por integrantes da elite brasileira.
Em entrevista exclusiva ao Pittaplay, o diretor Lipe Binder contou detalhes de “Clube Hedonê”, nova série inspirada no livro Mansão Hedonê, de Sue Hecker. A trama se passa em uma casa secreta frequentada pela elite bilionária do país, onde fantasias são realizadas longe dos holofotes. Mas esse universo de luxo, desejo e sigilo começa a ruir quando mortes misteriosas transformam todos em suspeitos.
Segundo Binder, a história se desenvolve a partir de um ambiente exclusivo frequentado por pessoas extremamente influentes e poderosas: “É um lugar muito sigiloso, onde essas pessoas conseguem realizar suas fantasias e vontades. Isso centraliza a trama. Aí começam a ter mortes e várias pessoas se tornam suspeitas. Vamos desvendando esse quebra-cabeça dentro desse universo do prazer”, explica o diretor.
Referências ao cinema noir
Binder explica que a série busca inspiração em clássicos do suspense e do cinema noir, construindo uma narrativa que aposta mais na tensão psicológica do que na exposição explícita da sexualidade: “Falando de gênero, estamos bebendo de filme noir, filme erótico. Vai ser uma história agitada, eletrizante. E nossa meta é justamente não vulgarizar. Não precisa de um corpo nu para contar uma história.”
Para o diretor, o desafio está justamente em retratar temas ligados ao desejo e à intimidade sem transformar a narrativa em algo apelativo: “O prazer é uma coisa muito íntima. Está na expressão do ator, da atriz. Muitas vezes está no olhar, na tensão da cena, no que não é dito.”
A herança de Verdades Secretas
Ao comentar sobre o projeto, Binder reconhece que alguns elementos podem lembrar a atmosfera de Verdades Secretas, novela vencedora do Emmy Internacional e da qual também participou como diretor.
Segundo ele, a semelhança não está na história em si, mas na forma de abordar temas considerados delicados: “Existe esse lado lúdico que Verdades Secretas carregava. São universos diferentes, mas existe essa linha tênue de abordar temas sensíveis e íntimos sem chocar, sem vulgarizar.”
O diretor evita revelar detalhes centrais da trama, mas garante que o público encontrará uma narrativa construída para provocar curiosidade constante: “É uma história feita para deixar o espectador intrigado. Cada personagem guarda seus próprios segredos e, conforme as mortes acontecem, todos passam a ser suspeitos.”
Com produção da Glaz, direção de Lipe Binder e redação final de Maíra Motta, Clube Hedonê ainda não tem data de estreia divulgada pelo Globoplay. O elenco ainda reúne Marcello Novaes, Maria Casadevall, Marco Pigossi, Rafael Losso, Ravel Andrade e Michel Melamed.
A entrevista completa com Lipe Binder, em que o diretor também fala sobre sua trajetória na televisão, seus trabalhos na dramaturgia brasileira e os bastidores de sua carreira, está disponível no Pittaplay.
