Ana Boeckel encontra em Emergência 53 o peso de contar uma história urgente

Ana Boeckel encontra em Emergência 53 o peso de contar uma história urgente

Foto: Sérgio Santoian

Uma participação especial não precisa de muitos episódios para carregar um assunto grande. Em Emergência 53, Ana Boeckel entra na série justamente em uma história atravessada pela violência doméstica, temática que transformou uma aparição pontual em experiência de grande responsabilidade para a atriz.

A série chegou nesta quinta-feira (20 de agosto) no Globoplay e acompanha a rotina de profissionais do SAMU diante de diferentes ocorrências. É dentro desse universo que Ana participa de um dos primeiros episódios já liberados na plataforma que, segundo ela, ocupa lugar importante na temporada e também a atravessou pessoalmente.

“Participar de Emergência 53, principalmente em episódio com temática que mexe muito comigo, foi uma experiência incrível. Estar falando do SAMU, envolvendo a violência doméstica, para mim foi de responsabilidade muito grande. Me senti privilegiada por ter podido ajudar a contar essa história de alguma forma e ajudar uma personagem da trama”, conta com exclusividade ao Pittaplay.

Uma participação pequena diante de um tema grande

A violência doméstica não aparece para Ana apenas como circunstância narrativa. A atriz reconheceu desde o processo de preparação a delicadeza da história que ajudaria a colocar em cena.

A própria atitude de sua personagem diante da situação foi um dos elementos que mais a mobilizaram durante o trabalho: “A atitude da minha personagem é muito forte, e ter envolvido essa temática foi algo que mexeu muito comigo, em muitos lugares”.

Mesmo entrando em Emergência 53 como participação especial, Ana percebeu desde a mesa de leitura que aquele não seria tratado como apenas mais um episódio: “Embora seja só uma participação, lembro da mesa de leitura, quando destacaram que era um episódio muito importante, bacana, que marca a metade da temporada, um dos episódios mais fortes”.

É o contraste entre o tamanho da participação e o peso da narrativa que torna a experiência significativa para a atriz. Ana não precisava permanecer durante toda a temporada para compreender a responsabilidade de integrar uma história que coloca a violência doméstica dentro de uma série dedicada às emergências médicas.

Nesse sentido, sua personagem participa de uma trama em que o atendimento ultrapassa a dimensão estritamente clínica. A emergência também está na realidade enfrentada por diversas mulheres e nas decisões tomadas por quem entra em contato com sua situação.

O segundo trabalho profissional de Ana Boeckel

A experiência ganha outra dimensão quando colocada diante da ainda recente trajetória profissional de Ana Boeckel.

Emergência 53 é apenas seu segundo trabalho profissional como atriz. O primeiro aconteceu no cinema, com o longa-metragem Trago Seu Amor, dirigido por Claudia Castro. Fora isso, Ana também atuou no curta-metragem ‘Azul’, dirigido por Luísa Pinheiro.

Agora, chega ao streaming por meio de produção na qual precisou lidar com temática delicada e reconhecer que mesmo uma participação especial pode assumir uma função importante dentro de uma história maior.

Para uma atriz ainda nos primeiros passos profissionais, é também uma experiência que estabelece desde cedo uma relação entre atuação e responsabilidade sobre aquilo que se coloca diante do público.

E é essa a dimensão que Ana mais reconhece quando fala sobre Emergência 53. Sua participação pode ser pontual, mas o assunto que atravessa a personagem está longe de ser pequeno. O que permanece é a percepção de que o privilégio de ter podido usar seu trabalho para ajudar a contar uma história que precisava ser contada.

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