Se Eu Fosse Vivo… Vivia é selecionado para o Festival de Brasília 2026

Se Eu Fosse Vivo… Vivia, novo filme de André Novais Oliveira, é selecionado para o Festival de Brasília e marca a estreia de Conceição Evaristo no cinema.

Foto: Divulgação

Se Eu Fosse Vivo… Vivia, novo longa escrito e dirigido por André Novais Oliveira, foi selecionado para o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Produzido pela Filmes de Plástico, o filme integra a programação do evento, realizado entre os dias 11 e 19 de setembro de 2026.

O longa marca também a estreia da escritora Conceição Evaristo como atriz no cinema. Ela interpreta Jacira e divide o protagonismo com Norberto Novais Oliveira, pai do diretor e presença recorrente em seus trabalhos, que vive Gilberto.

A história acompanha um casal ao longo de cinco décadas e atravessa diferentes momentos de uma vida construída a dois. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto começa a experimentar acontecimentos perturbadores que atravessam tempo e espaço e o conduzem por uma jornada ligada à memória, ao amor e à ausência.

Conceição Evaristo estreia no cinema

Ambientado entre o Brasil dos anos 1970 e os dias atuais, Se Eu Fosse Vivo… Vivia terá também Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo interpretando Gilberto e Jacira durante a juventude.

A narrativa combina drama íntimo, comédia de costumes e elementos de ficção científica. A proposta amplia uma investigação de André Novais Oliveira sobre o cotidiano ao incorporar fantasia a uma história marcada pelo luto e pela passagem do tempo.

Além dos quatro protagonistas, o elenco conta com Wilson Rabelo, Aisha Brunno, Demétrio Nascimento, Suellen Sampaio e Zora Santos. Para André, apresentar o filme em Brasília também representa a continuidade de uma relação construída entre sua obra, sua família e o festival: “O primeiro filme da produtora a passar pelo festival foi o curta Contagem, dirigido pelo Gabriel e pelo Maurílio, em 2011. De lá para cá, tivemos a oportunidade de apresentar outras obras e fomos construindo uma história muito afetiva com o Festival”, afirma.

Seleção tem significado familiar para André Novais Oliveira

Essa relação ganhou um capítulo importante em 2014, quando Ela Volta na Quinta foi selecionado para o evento. O longa marcou o início da trajetória dos pais e do irmão do cineasta como atores.

Agora, 12 anos depois, André retorna ao Festival de Brasília com o pai novamente diante das câmeras e em uma produção que também mantém uma forte ligação com sua mãe.

“Voltar agora, 12 anos depois, com um filme em que meu pai é o protagonista e que tem uma relação tão forte com a minha mãe, torna essa presença ainda mais especial”, destaca.

O diretor também chama atenção para uma diferença entre o novo trabalho e seus filmes anteriores e demonstra expectativa pela primeira resposta do público brasileiro.

“Estou bastante curioso para entender como será a recepção de Se eu fosse vivo… vivia aqui no Brasil, até porque é um filme um pouco diferente dos que já fiz. Também fico muito feliz com a possibilidade de apresentar ao público brasileiro a atuação da Conceição Evaristo e do meu pai, duas presenças que são muito importantes para o filme e para mim.”

Novo longa é produzido pela Filmes de Plástico

Se Eu Fosse Vivo… Vivia é o quarto longa-metragem dirigido por André Novais Oliveira. O cineasta também assina Ela Volta na Quinta, Temporada e O Dia que Te Conheci e teve trabalhos exibidos em festivais como Cannes, Berlim, Locarno, Brasília, Gramado e Festival do Rio.

Na equipe do novo filme estão Leonor Teles na direção de fotografia, Diogo Hayashi na direção de arte e Diana Moreira nos figurinos. Gabriel Martins divide a montagem com André, enquanto o grupo Metá Metá assina a trilha sonora original.

A produção é da Filmes de Plástico, com coprodução do Canal Brasil. A distribuição será realizada pela Malute e pela Embaúba Filmes.

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