Maria de Maria, faroeste com Nanda Costa, terá estreia mundial no Festival do Rio

Maria de Maria, faroeste protagonizado por Nanda Costa e dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, terá estreia mundial na competição do Festival do Rio.

Foto: Divulgação

Nanda Costa vai atravessar o Brasil dos anos 1940 como uma ex-cangaceira em Maria de Maria. O novo longa dirigido por Luiza Shelling Tubaldini foi selecionado para a Première Brasil do Festival do Rio, onde fará sua estreia mundial na competição de longas de ficção. A produção também acaba de ganhar seu cartaz oficial.

O filme coloca o faroeste dentro de um período da história brasileira para acompanhar uma mulher tentando reconstruir a própria vida. Depois de ter seu bando dizimado e grávida, Maria foge para o Centro-Oeste, região que naquele momento vivia os impactos da chamada Marcha para o Oeste, durante o governo de Getúlio Vargas.

Entre uma natureza hostil e um passado que continua perseguindo seus passos, a personagem precisará encontrar forças para sobreviver e proteger o filho que está esperando. Além de Nanda Costa, o elenco reúne João Campos, César Ferrario, Iara Campos e Antonio Grassi.

Maria de Maria leva o faroeste para o Brasil

O desejo de trabalhar com o gênero acompanha Luiza Shelling Tubaldini desde a infância. A diretora conta que cresceu no interior assistindo aos filmes de cineastas como John Ford, Sergio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah e imaginando outras possibilidades para as mulheres que ocupavam aquelas histórias.

“Fazer um western no Brasil sempre foi uma vontade, cresci no interior vendo John Ford, Sérgio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah na ‘Terça sem Lei’ que passava na TV, e sempre me perguntava o que seria se uma daquelas divas com figurinos enormes – Claudia Cardinale, Grace Kelly – tomassem a liderança”, explica.

Em Maria de Maria, essa vontade encontra uma protagonista brasileira e uma história ligada à terra, às origens e às contradições do país. Para a cineasta, o próprio nome da personagem carrega parte dessa intenção: “O Brasil é feito de Marias, de todos os lugares, de todas as origens. Ter o privilégio de contar esta história de uma Maria com tanta garra e amor à terra, é uma forma que encontrei de honrar minha própria história, minha mãe e minhas origens”, afirma.

Segundo Luiza, a pluralidade brasileira também foi uma das forças que orientaram a criação do projeto, com a intenção de observar um país capaz de encontrar espaços de convivência mesmo diante de suas contradições.

Luiza Shelling Tubaldini volta à competição do Festival do Rio

A seleção representa o segundo ano consecutivo de Luiza Shelling Tubaldini na competição do Festival do Rio. Em 2025, a diretora participou com Love Kills, que recebeu o prêmio de Melhor Som.

Maria de Maria dá continuidade à trajetória da cineasta em produções de gênero. Luiza também dirigiu Encontrada, romance com viagem no tempo que está em pós-produção.

O roteiro do faroeste é assinado por Luiza Shelling Tubaldini e Pablo Padilla, livremente inspirado em uma ideia original de Danilo Beyruth. Jacob Solitrenick responde pela direção de fotografia, Claudia Andrade pelo design de produção, Gabriela Monnerat e Joanna Ribas pelos figurinos e Danilo Lemos e Larissa Armstrong pela montagem.

Produzido pela Filmland Internacional, Maria de Maria tem distribuição da O2 Play nos cinemas. O longa conta ainda com apoio da Spcine e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

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