O Melhores do Ano 2025, exibido no domingo (29) no Domingão com Huck, revelou os nomes que marcaram o ano na televisão e no entretenimento brasileiro. Com exceção da categoria Revelação do Ano, anunciada na semana anterior, os vencedores foram conhecidos ao vivo, em cerimônia marcada por discursos emocionados e trajetórias revisitadas no palco.
Vencedores do Melhores do Ano 2025

No Jornalismo, César Tralli foi o escolhido pelo público. Em Ator de Série, Jaffar Bambirra venceu por Dias Perfeitos, enquanto Dira Paes levou como Atriz de Série por Pablo e Luisão, produção que também conquistou o prêmio de Série do Ano. No Esporte, Fred Bruno foi eleito o melhor profissional da área. Entre os coadjuvantes, Alexandre Nero (Vale Tudo) venceu como Ator Coadjuvante e Paolla Oliveira (Vale Tudo) como Atriz Coadjuvante. No Humor, o troféu ficou com Tatá Werneck, pelo Lady Night. Já nas categorias principais de atuação, Murilo Benício (Três Graças) venceu como Melhor Ator e Grazi Massafera (Três Graças) como Melhor Atriz. Na música, Simone Mendes foi premiada por “Me Ama ou Me Larga”. Fechando a noite, Três Graças foi eleita Novela do Ano, e Alana Cabral venceu como Revelação do Ano.
Três Graças é a novela do ano

Se havia alguma dúvida sobre qual novela merecia levar o principal troféu da noite, o resultado tratou de encerrar qualquer debate. Três Graças não vence por acaso, vence porque entende o que poucas produções recentes conseguiram: fazer novela de verdade. Há domínio de narrativa, construção de personagens com identidade e um respeito raro pelo tempo do público, tudo que Vale Tudo não conseguiu entregar com tanta propriedade.
Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva conduzem a história com segurança, sem atalhos, sem pressa e sem subestimar quem está do outro lado da tela. O resultado é um novelão que mobiliza, que gera conversa e que devolve ao horário nobre o peso que ele exige. Em um cenário ainda instável para a dramaturgia, Três Graças não apenas se destaca, ela se impõe.
A terceira concorrente era Garota do Momento, novela de Alessandra Poggi que fez enorme sucesso no ano passado, principalmente em sua reta final. A trama, assim como Três Graças, possuia roteiro bem amarrado e personagens bem construídos pela autora. Se não fosse Três Graças, que fosse Garota do Momento.
Entre emoção, trajetória e reconhecimento

A noite foi atravessada por histórias que ajudam a explicar por que esses nomes chegaram até ali. César Tralli, ao receber o prêmio de Jornalismo, destacou a importância da família e da equipe com quem divide a rotina profissional.
E aqui há um ponto importante: Tralli merece o reconhecimento pelo profissionalismo e, principalmente, pela responsabilidade de assumir a bancada do maior telejornal do país. Ancorar o Jornal Nacional não é tarefa simples, ainda mais com a missão de ocupar o espaço com o legado de William Bonner. Existe ali uma pressão diária que poucos sustentariam com equilíbrio e ele se consolida como grande apresentador para esta cadeira e esbanja profissionalismo ao lado de Renata Vasconcellos.
Mas a disputa não era simples. Poliana Abritta, à frente do Fantástico há anos, construiu trajetória sólida, com carisma e consistência, deixando sua marca no dominical. Era, sim, um nome que merecia esse troféu. Maju Coutinho segue no mesmo caminho, com profissionalismo reconhecido, mas já premiada em outras ocasiões. Neste recorte específico, havia um peso simbólico maior para Poliana, inclusive pelo fato de Tralli ter vencido na edição anterior.
Dramaturgia em alta e escolhas que fazem sentido

No campo da atuação, os resultados caminham em direção bastante coerente com o impacto das obras ao longo do ano.
Grazi Massafera, como Arminda em Três Graças, talvez fosse o nome mais inevitável da categoria. Mesmo concorrendo com atrizes do porte de Débora Bloch e Taís Araújo, sua vitória carrega significado que vai além do papel: é o reconhecimento de uma trajetória construída com consistência. Grazi evoluiu diante do público e hoje sustenta personagens com segurança, entrega e maturidade.
Murilo Benício segue essa mesma linha. Seu Feretti é um personagem bem desenhado, cheio de nuances, que encontrou no ator a medida exata entre intensidade e controle. Era difícil imaginar outro vencedor. Aqui, o prêmio não surpreende, ele apenas confirma o que já vinha sendo percebido em cena. Murilo é um ator de alta composição corporal e até de voz, ele tem entonações bem específicas e isso já era possível notar desde quando ele fez muito bem Lucas, Diogo e Léo, em O Clone. Depois, imortalizando Victor Valentin em Ti-ti-ti e também passando pelo vilão Dódi, em A Favorita, só para citar alguns.
Coadjuvantes que sustentam e disputas que poderiam ter outro desfecho

Nas categorias, Vale Tudo marcou presença com Alexandre Nero e Paolla Oliveira. E há mérito nisso. Paolla, especialmente, conseguiu extrair camadas de uma personagem que, em muitos momentos, partia de um texto limitado. Heleninha ganhou força pela interpretação, mesmo com texto bem raso e pouco original em relação ao grande mérito que foi a obra original, pela forma como foi construída em cena, com sensibilidade e entrega. É um caso claro de atriz elevando o material que tem em mãos.
Alexandre Nero também faz um trabalho competente com Marco Aurélio, encontrando caminhos possíveis dentro do que lhe foi proposto. Ainda assim, a categoria de ator coadjuvante abre espaço para debate. Pedro Novaes, como Leonardo em Três Graças, teve um dos trabalhos mais vivos do ano. Um personagem pulsante, com presença e verdade em cena. Era, sem dúvida, um nome forte para levar o prêmio.
Humor, música e o alcance além da TV

Tatá Werneck voltou a ser premiada pelo Lady Night, formato que se mantém relevante mesmo após várias temporadas, foram nove no total e mais de 170 episódios muito bem comandados pela apresentadora que mereceu subir no palco novamente. No humor, a permanência exige reinvenção e ela segue encontrando caminhos para isso.
Na música, Simone Mendes levou o troféu com “Me Ama ou Me Larga”, consolidando sua fase solo. Este foi o terceiro ano seguido que ela venceu. Primeiro, conquistou o troféu com ‘Erro Gostoso’ e no passado o público elegeu ‘Dois Tristes’ como música do ano.
Já nas séries, Pablo e Luisão teve destaque duplo, com vitória tanto na categoria principal quanto com Dira Paes entre as atrizes. A série era esperada como vencedora, foi muito popular e apesar de Dias Perfeitos, de Raphael Montes merecer todos os prêmios, o público ainda abraça o que é mais popular e isso não tira, em nada, o mérito da produção muito bem protagonizada por Ailton Graça e Otávio Muller.





Um comentário
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