Pedro Novaes domina as nuances e entrega alta carga dramática como Leonardo, em Três Graças

Pedro Novaes vive um dos momentos mais interessantes da sua ainda jovem carreira na televisão. Foto: Estevam Avelar/ Globo

Pedro Novaes vive um dos momentos mais interessantes da sua ainda jovem carreira na televisão. Depois de protagonizar com segurança e carisma Garota do Momento, onde defendeu com maturidade o sensível Beto, o ator emenda uma novela na outra e mostra que não se trata de acaso, mas de construção.

Se em Garota do Momento ele já havia demonstrado domínio de cena, agora, em Três Graças, ele dá um passo além. Sob o texto afiado de Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva, Pedro aproveita cada oportunidade para fazer de Leonardo um personagem complexo, humano e dramaticamente potente.

Leonardo poderia ser apenas “o filho do vilão”. Mas Pedro escolhe o caminho mais difícil: o da nuance. O da contradição. O do silêncio que fala mais do que o texto.

O envolvimento de Leo com Viviane (Gabriela Loran) é o coração emocional da trama em diversos momentos. Quando a farmacêutica da Chacrinha descobre que ele sabia do esquema de falsificação de remédios do pai e decide romper o relacionamento, a novela atinge um de seus ápices dramáticos. E Pedro sustenta esse conflito com verdade.

Não há exagero, não há caricatura. Há culpa. Há amor. Há conflito interno.

O que torna interessante torcer por Leo e Viviane é justamente a transparência emocional que Pedro imprime ao personagem. Ele faz o público entender o dilema, e mais do que isso: sentir o dilema. O amor construído pelo casal é genuíno, palpável, e o ator conduz essa trajetória com delicadeza e intensidade equilibradas, ao lado, claro, da potente química com Gabriela Loran que também faz de sua Viviane uma personagem altamente carismática.

Pedro atua com muitas nuances. Trabalha pausas dramáticas com maturidade, sabe dosar olhar, respiração, tempo de resposta. Há um entendimento claro de ritmo e subtexto e o que se vê em cena é estudo, é entrega, é compreensão de dramaturgia.

Leonardo é diferente de Beto. Enquanto o personagem anterior carregava certa leveza e romantismo juvenil, aqui há camadas mais densas, conflitos morais mais profundos, escolhas que pesam. E Pedro responde a isso com crescimento visível.

Foto: Estevam Avelar/ Globo

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