Foto: Márcio Mercante
O Canal Like ampliou sua presença digital e passou a transmitir ao vivo também pelo YouTube. Desde 7 de agosto, a programação exibida na televisão pode ser acompanhada simultaneamente pelo canal oficial da emissora na plataforma, aumentando as possibilidades de acesso aos conteúdos dedicados ao cinema, às séries e ao audiovisual.
A expansão faz sentido para um canal cuja própria proposta depende de aproximar o público das produções que comenta. Ao chegar ao YouTube com transmissão em tempo real, o Like deixa sua programação ainda mais acessível e encontra uma audiência que já utiliza a plataforma para consumir conteúdos sobre entretenimento.
E conteúdo não falta. A grade reúne atrações como Duo Like, Like com K, Procurando o Doc, Momento Trailer, Tesouros Escondidos e Acontece, além de programas incorporados neste ano em comemoração aos oito anos do canal.
Entre as novidades estão Que Horror!, dedicado ao terror; Criativas, voltado ao protagonismo feminino no audiovisual; Made in Brasil, dedicado ao cinema e às produções nacionais; Coadjuvantes, que coloca em evidência personagens secundários e suas interpretações; e Estreias, com os principais lançamentos do cinema e do streaming.
Anne Braune, Maytê Piragibe, Indira Nascimento, Hugo Bonemer e Renato Hermsdorff estão entre os nomes responsáveis por conduzir essa programação.
Curadoria que não subestima o público
O Like é uma ótima pedida justamente porque oferece um cardápio amplo para quem gosta de cinema e do audiovisual como um todo. Mas sua maior qualidade não está apenas na quantidade de títulos apresentados ou na diversidade de programas.
Está em como se fala sobre essas obras. Os comentaristas não se limitam a anunciar o que está chegando aos cinemas e ao streaming. Existe análise, repertório e contextualização. São comentários pertinentes e inteligentes, apresentados em uma linguagem acessível sem que, para isso, seja necessário subestimar a inteligência de quem está assistindo.
Esse equilíbrio é importante. Falar de cinema de maneira compreensível não significa simplificar a discussão. O Like consegue aproximar análise e entretenimento e, nos melhores momentos, faz aquilo que uma boa conversa sobre audiovisual deveria conseguir: despertar no público a vontade de assistir à obra comentada e construir a própria percepção sobre ela.
Expansão em que canal e público ganham
A chegada da transmissão ao vivo ao YouTube, portanto, ultrapassa uma simples mudança de plataforma. É uma expansão de acesso para um conteúdo que ajuda a divulgar e discutir o audiovisual com credibilidade.
O Canal Like ganha uma nova possibilidade de distribuição e aproximação com o público. O espectador, por sua vez, passa a ter mais uma alternativa para acompanhar uma programação especializada sem depender exclusivamente da televisão.
Quem sabe novas áreas?
E há ainda um território que o Like poderia explorar para ampliar essa conversa com o público: as novelas. A teledramaturgia continua sendo uma das expressões mais populares do audiovisual brasileiro e atravessa agora novas transformações, inclusive com a chegada das novelas verticais ao país. Um quadro dedicado a analisar dramaturgia, personagens, atuações, direção e os movimentos desse gênero poderia aproximar ainda mais o canal de uma audiência enorme. Afinal, novela também é audiovisual, movimenta indústria, linguagem e cultura popular e assunto para uma boa análise certamente não faltaria.
Além do YouTube, o canal permanece disponível na Claro tv+, Like+, Samsung TV Plus e LG Channels. Em um cenário no qual cinema e televisão já circulam por diferentes telas, faz sentido que a conversa qualificada sobre aquilo que assistimos também esteja onde o público está.
Jornalista, produtor audiovisual, crítico de TV, cinema e literatura e autor de seis livros. Apaixonado por novelas desde a infância, dedica-se há mais de uma década a analisar narrativas, personagens e atuações. É fundador do Pittaplay.
Jornalista, produtor audiovisual, crítico de TV, cinema e literatura e autor de seis livros. Apaixonado por novelas desde a infância, dedica-se há mais de uma década a analisar narrativas, personagens e atuações. É fundador do Pittaplay.
