O formato de séries verticais continua conquistando espaço nas redes sociais e, em agosto, ganha um novo representante voltado ao público LGBTQIA+. “Tá Querendo Amar?”, produção independente da PieroTV, acompanha a trajetória de dois jovens que enxergam suas certezas sobre relacionamentos serem colocadas à prova quando o envolvimento casual começa a dar lugar aos sentimentos.
A história acompanha Paolo (Piero Marques) e Nicolas (Kaue Batista), dois rapazes acostumados à superficialidade das relações contemporâneas. O que parecia ser apenas mais um encontro sem compromissos muda de direção quando Paolo percebe que está emocionalmente envolvido e passa a enfrentar um dilema: esconder aquilo que sente ou correr o risco de transformar uma conexão passageira em algo mais profundo.
Inspirada em desilusões amorosas vividas no cotidiano, a série propõe uma reflexão sobre as dificuldades de construir vínculos afetivos em um cenário marcado pela rapidez dos encontros, pelos desaparecimentos repentinos e pela constante busca por novas experiências. Ao longo da narrativa, “Tá Querendo Amar?” questiona até que ponto o medo da vulnerabilidade impede que relações verdadeiras se desenvolvam e sugere que o amor também pode ser um processo de aprendizado.
A produção marca a estreia da PieroTV no formato vertical, modelo pensado para consumo em smartphones e redes sociais, apostando em episódios curtos e linguagem dinâmica para aproximar o público da história.
Além da narrativa romântica, a trilha sonora também ocupa papel importante na construção da atmosfera da série. O cantor Nuno Leão assina as músicas da produção, incluindo as faixas “Camisa 10” e “Encaixa”, que acompanham os momentos centrais da história.
“Tá Querendo Amar?” estreia em agosto e será publicada nas páginas @pieromarques e @pieroentertainment, ampliando a presença das produções independentes brasileiras no universo das séries verticais voltadas ao público LGBTQIA+.
Jornalista, produtor audiovisual, crítico de TV, cinema e literatura e autor de seis livros. Apaixonado por novelas desde a infância, dedica-se há mais de uma década a analisar narrativas, personagens e atuações. É fundador do Pittaplay.
