Todo 19 de junho, quando chega o Dia do Cinema Brasileiro, reaparece uma discussão que parece não envelhecer. O brasileiro valoriza pouco o cinema nacional? A resposta provavelmente é sim. Mas talvez exista uma questão ainda mais curiosa: muita gente critica os filmes produzidos aqui sem realmente conhecê-los.
É um preconceito que atravessa gerações. Como se o cinema brasileiro fosse um único gênero, uma única linguagem ou um único tipo de narrativa. Como se tudo pudesse ser resumido a uma caricatura construída ao longo dos anos. A realidade é bem diferente.
O Brasil produz dramas, suspenses, romances, comédias, filmes políticos, obras experimentais e histórias capazes de dialogar com qualquer público. Produz cinema popular e cinema autoral. Produz entretenimento e reflexão. O problema não está na falta de qualidade. O problema está na falta de curiosidade.
Muitas vezes, o espectador que afirma não gostar de cinema brasileiro nunca assistiu aos filmes que ajudaram a construir a força do nosso audiovisual. Central do Brasil continua sendo um exemplo incontornável. A atuação de Fernanda Montenegro, indicada ao Oscar, permanece como um dos maiores trabalhos já realizados por uma atriz brasileira. O filme de Walter Salles não emociona apenas porque conta uma boa história. Emociona porque entende profundamente o país que retrata.
Mas o cinema brasileiro não parou em Central do Brasil. O Homem que Copiava, de Jorge Furtado, mistura romance, humor e crítica social com uma naturalidade impressionante. A Floresta que se Move transforma uma história de ambição em um thriller psicológico sofisticado marcado pelo retorno de Ana Paula Arósio ao audiovisual. Já O Vendedor de Passados utiliza o mistério para discutir identidade, memória e reinvenção através das interpretações de Lázaro Ramos e Alinne Moraes.
São filmes completamente diferentes e é este o ponto. Quem procura apenas um tipo de história dificilmente encontrará a riqueza de um cinema produzido em um país tão diverso quanto o Brasil.
Não existe um único cinema brasileiro
A seleção divulgada pela Netflix para celebrar o Dia do Cinema Brasileiro ajuda a reforçar essa ideia. Entre os títulos disponíveis na plataforma estão produções ambientadas em diferentes regiões do país, revelando culturas, paisagens e realidades que raramente cabem dentro de uma única definição de Brasil.
No Acre, Noites Alienígenas aborda os impactos do crime organizado na Amazônia urbana. No Amazonas, O Último Azul imagina um futuro distópico para discutir envelhecimento e liberdade. Em Pernambuco, O Agente Secreto revisita o Brasil dos anos 1970. No Ceará, Pacarrete acompanha a trajetória de uma bailarina esquecida. Já no Rio Grande do Sul, Saneamento Básico, O Filme transforma um problema de infraestrutura em uma das comédias mais inteligentes do cinema nacional.
São histórias diferentes. Brasis diferentes. Olhares diferentes.
E a pergunta mais importante neste Dia do Cinema Brasileiro seja justamente essa: quando alguém diz que não gosta de cinema brasileiro, está falando de qual Brasil? Porque dificilmente um país com mais de 200 milhões de habitantes, múltiplas culturas e realidades tão distintas produz apenas um tipo de filme. Felizmente, suas telas também não.
O Homem que Copiava (2003)
Dirigido por Jorge Furtado, o filme acompanha André (Lázaro Ramos), operador de uma copiadora que desenvolve uma paixão silenciosa pela vizinha Sílvia (Leandra Leal). O que começa como uma história romântica logo se transforma em uma trama cheia de reviravoltas, humor, falsificação de dinheiro e crítica social. É um daqueles filmes que conseguem ser leves, inteligentes e surpreendentes ao mesmo tempo.
A Floresta que se Move (2015)
Inspirado livremente em Macbeth, de William Shakespeare, o longa dirigido por Vinícius Coimbra acompanha Elias (Gabriel Braga Nunes), executivo ambicioso que vê sua vida mudar após uma previsão sobre seu futuro profissional. Ao lado da esposa Clara, interpretada por Ana Paula Arósio em seu retorno ao audiovisual, ele mergulha em uma espiral de manipulação, poder e violência. Um suspense psicológico elegante e pouco lembrado pelo público.
Central do Brasil (1998)
Considerado um dos maiores filmes da história do cinema nacional, acompanha Dora (Fernanda Montenegro), ex-professora que escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil. Sua rotina muda quando passa a acompanhar Josué, um menino que perdeu a mãe e deseja encontrar o pai. Dirigido por Walter Salles, o filme emociona sem recorrer a fórmulas fáceis e rendeu a Fernanda Montenegro uma histórica indicação ao Oscar.
O Vendedor de Passados (2015)
Baseado na obra de José Eduardo Agualusa, o filme apresenta Vicente (Lázaro Ramos), especialista em criar novas identidades para seus clientes através de documentos, fotografias e histórias inventadas. Tudo muda quando surge uma mulher misteriosa, interpretada por Alinne Moraes, pedindo um passado completamente novo. Misturando suspense, drama e romance, o longa conduz o espectador por uma narrativa intrigante sobre memória, identidade e segredos.
Love Kills (São Paulo, 2026)

Misturando romance, suspense e fantasia urbana, Love Kills acompanha Marcos, um ex-usuário de drogas que se vê atraído por um universo sobrenatural ao se apaixonar por Helena, uma vampira. Inspirado na HQ de Danilo Beyruth e dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, o longa aposta em uma proposta ainda pouco explorada pelo cinema nacional: um filme de vampiros assumidamente brasileiro, ambientado em uma São Paulo sombria e repleta de mistérios.
O protagonista é vivido por Gabriel Stauffer, que definiu o projeto como “um filme de vampiros levado a sério” e destacou ao Pittaplay o quanto produções desse tipo ainda são raras no Brasil. Segundo o ator, o longa mistura referências clássicas do gênero com um olhar brasileiro, criando uma fantasia urbana que dialoga com o nosso próprio imaginário.
Mais do que uma história de vampiros, Love Kills discute desejo, identidade, morte e pertencimento através de personagens que buscam compreender quem são enquanto transitam entre o humano e o sobrenatural.
No Pittaplay, você pode ler a entrevista completa com Gabriel Stauffer sobre os bastidores do filme, o desafio de protagonizar seu primeiro longa e o crescimento do cinema fantástico brasileiro.
Rio de Sangue (Disney+)

Se existe uma produção recente que ajuda a derrubar a ideia de que o Brasil não sabe fazer cinema de ação, essa produção é Rio de Sangue. Dirigido por Gustavo Bonafé, o longa acompanha Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli), uma mãe que atravessa a Amazônia em busca da filha desaparecida após um sequestro ligado aos garimpos ilegais da região.
O grande diferencial do filme está em entender que ação só funciona quando existe emoção por trás dela. Enquanto enfrenta criminosos, perseguições e situações extremas, Patrícia também tenta reconstruir uma relação marcada por feridas antigas com a filha Luiza, interpretada por Alice Wegmann. O resultado é um thriller de sobrevivência que encontra sua força não apenas nas cenas de tensão, mas na humanidade de seus personagens.
Com boas atuações de Giovanna Antonelli, Alice Wegmann, Antônio Calloni, Felipe Simas, Ravel Andrade e Fidélis Baniwa, Rio de Sangue mostra que o cinema brasileiro já não precisa pedir licença para ocupar qualquer gênero. Está disponível no Disney+.
Aurora (Telecine)

Nem todo filme de terror precisa explicar seus monstros para funcionar. Aurora, dirigido por José Eduardo Belmonte, entende isso muito bem. A trama acompanha um casal prestes a comprar a casa dos sonhos quando uma adolescente misteriosa e seu pai invadem o imóvel alegando estar fugindo de perseguidores. Quando a noite cai, fica claro que existe algo profundamente errado com a garota.
Ambientado quase inteiramente dentro de uma única casa, o filme transforma corredores, portas e cômodos apertados em elementos de tensão constante. Belmonte aposta mais na atmosfera, no mistério e na sensação de perigo do que em respostas fáceis, criando um terror claustrofóbico que mantém o espectador desconfortável até os minutos finais.
O elenco é um dos grandes trunfos da produção. Carolina Dieckmann e Humberto Carrão sustentam o drama de um casal em crise, enquanto Marjorie Estiano confirma sua afinidade com personagens cercadas por mistério e inquietação. Já Olívia Torres entrega uma presença perturbadora que ajuda a transformar a adolescente no centro da trama em uma figura impossível de ignorar.
Para quem gosta de terror psicológico, suspense e histórias que preferem deixar perguntas no ar em vez de explicar tudo, Aurora é uma das experiências mais interessantes do gênero produzidas recentemente no Brasil. Está disponível no Telecine.
Enterre Seus Mortos (Globoplay)

Se o terror brasileiro ainda enfrenta resistência de parte do público, Enterre Seus Mortos é um dos filmes que ajudam a derrubar esse preconceito. Dirigido por Marco Dutra e baseado na obra de Ana Paula Maia, o longa constrói um horror que não depende de sustos fáceis, mas de uma sensação constante de desconforto que cresce a cada cena.
A história acompanha Edgar e Tomás, personagens interpretados por Selton Mello e Marjorie Estiano, em uma cidade que parece existir entre a realidade e o colapso. Aos poucos, o filme mergulha o espectador em uma atmosfera sufocante, onde a violência, a degradação humana e a sensação de fim iminente se tornam parte da paisagem.
Um dos grandes destaques está justamente na construção visual. A fotografia utiliza cores e sombras para contar a história, enquanto o vermelho surge como símbolo do caos que se aproxima. A direção de Marco Dutra demonstra domínio absoluto do gênero, criando tensão sem precisar explicar tudo ou recorrer ao óbvio.
O elenco também eleva a experiência. Selton Mello e Marjorie Estiano entregam atuações intensas, enquanto Betty Faria adiciona ainda mais força a uma narrativa marcada pelo estranhamento e pela sensação de que algo está profundamente errado.
Para quem gosta de terror psicológico, atmosferas perturbadoras e filmes que permanecem na cabeça muito depois dos créditos finais, Enterre Seus Mortos é uma das produções brasileiras mais interessantes dos últimos anos. Está disponível no Globoplay.
Velhos Bandidos (Prime Video)

Poucos filmes brasileiros recentes conseguem equilibrar comédia, ação, aventura e emoção com tanta naturalidade quanto Velhos Bandidos. Dirigido por Cláudio Torres, o longa parte de uma premissa divertida: dois jovens golpistas escolhem as vítimas erradas ao tentar enganar um casal de idosos, para construir uma história cheia de reviravoltas, humor inteligente e personagens extremamente carismáticos.
O grande diferencial do filme está no roteiro, que nunca segue o caminho mais óbvio. Quando o espectador acredita ter entendido para onde a trama vai, surge uma nova virada que reposiciona completamente a história. Essa capacidade de surpreender mantém o ritmo elevado e transforma a experiência em algo muito mais rico do que uma simples comédia.
Mas o verdadeiro coração do longa está em Fernanda Montenegro e Ary Fontoura. Aos 96 e 93 anos, respectivamente, os dois dominam a tela com uma energia impressionante, conduzindo a narrativa com carisma, humor e emoção. Não são personagens construídos a partir da idade, mas figuras vivas, inteligentes e cheias de camadas.
O elenco ainda reúne Vladimir Brichta, Bruna Marquezine e Lázaro Ramos em grande sintonia, além de participações de nomes como Tony Tornado, Vera Fischer, Nathália Timberg, Reginaldo Faria e Teca Pereira, transformando o filme em uma celebração de diferentes gerações do audiovisual brasileiro.
Engraçado, emocionante e surpreendente, Velhos Bandidos é uma prova de que o cinema nacional continua encontrando novas formas de dialogar com o público sem recorrer ao humor fácil ou aos clichês. Está disponível no Prime Video.
O Gênio do Crime (em cartaz nos cinemas)

Foto: Divulgação
Baseado no clássico livro de João Carlos Marinho, O Gênio do Crime leva para as telas uma das aventuras mais populares da literatura infantojuvenil brasileira. A trama acompanha João, Edmundo, Berenice e Pituca, integrantes da Turma do Gordo, que embarcam em uma investigação para descobrir quem está por trás de um esquema de falsificação de figurinhas raras da Copa do Mundo.
O grande acerto do filme está justamente no equilíbrio entre passado e presente. Dirigido por Lipe Binder, o longa atualiza questões de comportamento e linguagem para dialogar com as crianças de hoje sem abandonar a essência que transformou o livro em uma referência para diferentes gerações. Ao mesmo tempo, preserva um charme nostálgico através da fotografia, das cores e da atmosfera de aventura que marcou a obra original.
Com humor, mistério e ritmo ágil, o filme aposta na força da amizade, da curiosidade e do espírito investigativo de seus jovens protagonistas, enquanto nomes como Marcos Veras, Ailton Graça, Douglas Silva e Rafael Losso ajudam a construir um universo divertido para toda a família.
Mais do que uma simples adaptação literária, O Gênio do Crime funciona como uma ponte entre gerações, apresentando um clássico da literatura brasileira para novos espectadores sem perder o encanto que conquistou leitores desde 1969.
Atualmente, o filme está em cartaz exclusivamente nos cinemas.
No Pittaplay, há uma entrevista exclusiva com o diretor Lipe Binder, que fala sobre os desafios de atualizar a obra para os dias atuais sem perder sua identidade e o carinho dos fãs que cresceram acompanhando a Turma do Gordo.
Ainda Estou Aqui (Globoplay)

Poucos filmes brasileiros recentes conseguiram unir impacto histórico, emoção e excelência artística como Ainda Estou Aqui. Dirigido por Walter Salles e inspirado na trajetória real de Eunice Paiva, o longa revisita um dos períodos mais traumáticos da história brasileira sem perder de vista aquilo que existe de mais humano em sua narrativa: a capacidade de seguir vivendo mesmo diante da ausência, da dor e da injustiça.
O filme acompanha a transformação de Eunice após o desaparecimento de seu marido durante a ditadura militar, construindo uma história sobre memória, resistência e amor familiar. Walter Salles conduz essa jornada com sensibilidade rara, encontrando equilíbrio entre a dimensão política dos acontecimentos e a intimidade dos personagens.
Fernanda Torres entrega uma das maiores atuações de sua carreira ao interpretar Eunice. Sua composição é marcada pela força silenciosa, pela dignidade e pela capacidade de transmitir emoções profundas sem recorrer a excessos. Ao seu lado, Selton Mello ajuda a construir uma dinâmica familiar que torna cada perda ainda mais dolorosa para o espectador.
O elenco reúne ainda nomes como Marjorie Estiano, Dan Stulbach, Humberto Carrão, Antônio Saboia, Maeve Jinkings e Valentina Herszage, fortalecendo uma narrativa que nunca perde sua autenticidade emocional.
E existe ainda um momento especial reservado para os minutos finais. Fernanda Montenegro surge em cena e, mesmo com poucas palavras, entrega uma presença capaz de resumir toda a carga emocional do filme. É um encerramento que permanece na memória muito depois dos créditos finais.
Mais do que um retrato da ditadura, Ainda Estou Aqui é uma obra sobre permanência, afeto e resistência. Um dos filmes brasileiros mais importantes dos últimos anos e uma demonstração do alcance artístico que o cinema nacional é capaz de alcançar quando encontra grandes histórias para contar.
Disponível no Globoplay.
Perrengue Fashion (Prime Video)

Se existe um gênero que o cinema brasileiro domina há décadas, é a comédia. E Perrengue Fashion funciona justamente porque entende isso. Sem tentar reinventar a roda, o filme aposta no carisma de Ingrid Guimarães, em personagens divertidos e em uma história leve que mistura humor, família e autoconhecimento.
A trama acompanha Paula Pratta, influenciadora de moda que vive cercada por glamour, redes sociais e aparências. Sua rotina muda completamente quando precisa viajar para a Amazônia para reencontrar o filho Cadu, que abandonou a vida urbana para viver em uma ecovila. A partir desse choque entre dois mundos, o filme constrói situações engraçadas, mas também encontra espaço para discutir prioridades, relações familiares e o que realmente importa quando a fama deixa de ocupar o centro da vida.
Ingrid Guimarães conduz a narrativa com a segurança de quem se tornou um dos principais nomes da comédia nacional. Sua Paula é exagerada quando precisa ser, mas também encontra momentos de vulnerabilidade que ajudam a humanizar a personagem. Ao seu lado, Filipe Bragança desenvolve uma boa dinâmica como o filho que escolheu um caminho completamente diferente daquele imaginado pela mãe.
Outro destaque é Rafa Chalub, que rouba diversas cenas como Taylor, o assistente de Paula. Com timing preciso e humor natural, ele se torna um dos grandes responsáveis pelas gargalhadas mais espontâneas do longa.
Visualmente, o filme também acerta ao explorar as paisagens amazônicas, criando um contraste interessante entre o universo artificial das redes sociais e a grandiosidade da natureza. O resultado é uma comédia leve, divertida e acessível, daquelas que cumprem exatamente aquilo que prometem ao público.
Mais do que uma história sobre moda ou internet, Perrengue Fashion fala sobre reencontros, mudanças de perspectiva e a importância de desacelerar para enxergar aquilo que realmente tem valor.
Disponível no Prime Video.
Outros filmes brasileiros para descobrir na Netflix
Noites Alienígenas (Acre, 2022)
Ambientado na Amazônia urbana, o filme acompanha personagens cujas vidas são atravessadas pelo avanço do crime organizado e do tráfico de drogas. Com direção de Sérgio de Carvalho, a obra apresenta um olhar pouco explorado sobre a realidade acreana e se tornou uma das produções brasileiras mais premiadas dos últimos anos.
O Último Azul (Amazonas, 2025)

Neste drama distópico, o governo brasileiro cria colônias para idosos e determina que eles deixem suas casas. Quando percebe o destino que a espera, Tereza decide fugir e enfrentar o sistema. Filmado em Manaus, Novo Airão e Manacapuru, o longa utiliza a ficção científica para discutir liberdade, envelhecimento e dignidade.
Tainá: Uma Aventura na Amazônia (Amazonas e Pará, 2001)

Clássico do cinema infantil brasileiro, acompanha a jovem indígena Tainá em sua luta para proteger a floresta amazônica e os animais ameaçados por traficantes. Uma aventura que marcou gerações e continua relevante por sua mensagem ambiental.
Serra Pelada (Pará, 2013)
Dirigido por Heitor Dhalia, o filme recria a corrida do ouro que transformou Serra Pelada em um dos maiores garimpos a céu aberto do mundo. A trama acompanha dois amigos que sonham enriquecer rapidamente, mas acabam engolidos pela ganância, pela violência e pelas disputas de poder.
Saudade Fez Morada Aqui Dentro (Bahia, 2022)
O longa acompanha Bruno, adolescente do sertão baiano que enfrenta simultaneamente os desafios da juventude e uma doença degenerativa que o fará perder a visão. Um drama delicado sobre amadurecimento, família e aceitação.
Serra das Almas (Pernambuco, 2023)
Misturando suspense e ação, o filme acompanha um grupo de pessoas ligadas por um roubo de joias que ameaça sair do controle. A tensão cresce à medida que interesses conflitantes colocam todos em rota de colisão.
O Agente Secreto (Pernambuco, 2025)

Ambientado em 1977, acompanha Marcelo, especialista em tecnologia que retorna ao Recife tentando fugir de um passado misterioso. O que deveria ser um recomeço se transforma em uma jornada marcada por perseguições, segredos e tensões políticas.
Cidade Baixa (Bahia, 2005)
Dirigido por Sérgio Machado, acompanha dois amigos de infância que veem sua amizade ser colocada à prova quando ambos se apaixonam pela mesma mulher. Um retrato intenso das relações humanas nas ruas de Salvador.
Pacarrete (Ceará, 2020)
Inspirado em uma história real, o filme conta a trajetória de Pacarrete, bailarina determinada a realizar o sonho de se apresentar nas comemorações do bicentenário de sua cidade. Uma emocionante homenagem à arte, à persistência e aos artistas invisibilizados.
Deus É Brasileiro (Alagoas, 2003)

Nesta comédia dirigida por Cacá Diegues, Deus decide tirar férias e procura alguém para substituí-lo temporariamente. Durante a jornada pelo interior do Brasil, encontra personagens que revelam diferentes faces do país.
Casa de Areia (Maranhão, 2005)
Com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, o longa acompanha décadas da vida de mulheres isoladas em uma região desértica do Maranhão. Um drama contemplativo sobre passagem do tempo, sobrevivência e solidão.
2 Filhos de Francisco (Goiás, 2005)

Baseado na história real de Zezé Di Camargo & Luciano, acompanha a luta de uma família humilde para transformar o sonho musical dos filhos em realidade. Um dos maiores sucessos de público do cinema brasileiro.
Democracia em Vertigem (Distrito Federal, 2019)
Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, o filme de Petra Costa mistura memórias pessoais e acontecimentos políticos para analisar os bastidores da crise política brasileira das últimas décadas.
Apocalipse nos Trópicos (Distrito Federal, 2025)
Documentário que investiga a crescente influência do movimento evangélico na política brasileira e suas consequências para a democracia e para o debate público contemporâneo.
A Hora da Estrela (São Paulo, 1985)
Adaptação do romance de Clarice Lispector, acompanha Macabéa, jovem nordestina que tenta sobreviver em São Paulo enquanto enfrenta a invisibilidade social e afetiva. Um clássico indispensável do cinema nacional.
O Palhaço (Minas Gerais, 2011)
Dirigido e protagonizado por Selton Mello, conta a história de um palhaço que começa a questionar sua própria identidade e seu lugar no mundo enquanto viaja com um circo pelo interior do país.
Rio, 40 Graus (Rio de Janeiro, 1955)
Marco do cinema brasileiro, o clássico de Nelson Pereira dos Santos acompanha um grupo de meninos vendedores de amendoim pelas ruas do Rio de Janeiro, oferecendo um retrato social pioneiro do país.
O Tempo e o Vento (Rio Grande do Sul, 2013)
Baseado na obra de Erico Verissimo, narra mais de um século da história de duas famílias rivais no sul do Brasil, atravessando guerras, paixões e transformações políticas.
Estômago (Paraná, 2007)
Misturando humor, drama e gastronomia, acompanha Raimundo Nonato, cozinheiro talentoso que transforma sua vida através da comida enquanto esconde segredos sobre seu passado.
Saneamento Básico, O Filme (Rio Grande do Sul, 2007)
Uma das comédias mais inteligentes do cinema brasileiro. Moradores de uma pequena comunidade descobrem que a única verba disponível para resolver o problema de esgoto da cidade é destinada à produção de um filme.
O Filho de Mil Homens (Rio de Janeiro e Bahia, 2025)

Adaptação do romance de Valter Hugo Mãe, acompanha um grupo de pessoas solitárias que encontram novas formas de construir família, afeto e pertencimento em uma vila marcada por segredos e encontros inesperados.
