Atualização: O Globoplay confirmou que a série documental “Meu Nome é Preta” estreia em 20 de julho. Dividida em quatro episódios, a produção reúne depoimentos inéditos e emocionantes de familiares e amigos da cantora, além de homenagens que ajudam a reconstruir sua trajetória pessoal e artística.
O documentário sobre Preta Gil já começa a ganhar forma e a proposta foge de qualquer abordagem convencional. Dirigido por Mini Kerti, o projeto mergulha em memórias, afetos e registros construídos ao longo de uma relação que ultrapassa o campo profissional.
A artista, que faleceu aos 50 anos em julho de 2025 após enfrentar um câncer colorretal, será retratada a partir de perspectiva íntima, guiada por quem conviveu com ela desde o início da carreira. Mini relembra os primeiros passos ao lado de Preta, ainda na produtora Dueto Filmes, onde trabalharam juntas por anos em projetos publicitários e audiovisuais.
Essa proximidade atravessa diretamente o processo criativo. Mais do que reconstruir trajetória pública, o documentário se propõe a revisitar experiências compartilhadas, encontros e histórias que ajudam a revelar quem era Preta para além da figura conhecida pelo grande público.

Mesmo diante da carga emocional do projeto, Mini Kerti estabelece direcionamento claro: o filme não será conduzido exclusivamente pelo drama. A ideia é preservar aquilo que, segundo ela, definia a essência da artista: “A Preta era alegria. Era uma pessoa muito verdadeira, muito livre. Ela celebrava a vida”, afirma.
Pensada como série documental em quatro episódios, “Meu Nome é Preta” estreia no Globoplay em 20 de julho. A produção reúne depoimentos inéditos e emocionantes de amigos e familiares, além de homenagens à artista. O projeto busca construir um retrato em camadas, combinando depoimentos, arquivos e memórias sem a pressa de uma narrativa condensada.
No fim, mais do que contar a história de uma artista, o documentário tenta capturar presença, alguém que viveu com liberdade e que deixou marcas profundas em diferentes gerações.
Mini Kerti, também está envolvida em outros projetos e é uma das diretoras mais sensíveis do audiovisual brasileiro, responsável por trabalhos como Juntas e Separadas e Sob Pressão, também disponíveis no Globoplay. Na entrevista ao Pittaplay, ela detalha seu processo criativo, fala sobre a construção de personagens, o peso do silêncio em cena, sua incursão no true crime e os desafios de dirigir histórias que parecem reais demais.
A entrevista completa está disponível no site, na coluna Cena Aberta.
Foto: Larissa Kreili/Feira Preta/Divulgação
