Mini Kerti dirige documentário sobre Preta Gil para o Globoplay

Preta Gil em essência: intensa, livre e profundamente conectada à vida. O documentário dirigido por Mini Kerti escolhe olhar para além da trajetória pública e encontra na memória e no afeto o caminho para contar quem ela realmente foi. Foto: Larissa Kreili/Feira Preta/Divulgação

O documentário sobre Preta Gil já começa a ganhar forma e a proposta foge de qualquer abordagem convencional. Dirigido por Mini Kerti, o projeto mergulha em memórias, afetos e registros construídos ao longo de uma relação que ultrapassa o campo profissional.

A artista, que faleceu aos 50 anos em julho de 2025 após enfrentar um câncer colorretal, será retratada a partir de perspectiva íntima, guiada por quem conviveu com ela desde o início da carreira. Mini relembra os primeiros passos ao lado de Preta, ainda na produtora Dueto Filmes, onde trabalharam juntas por anos em projetos publicitários e audiovisuais.

Essa proximidade atravessa diretamente o processo criativo. Mais do que reconstruir trajetória pública, o documentário se propõe a revisitar experiências compartilhadas, encontros e histórias que ajudam a revelar quem era Preta para além da figura conhecida pelo grande público: “A gente já filmou quase tudo. Agora estamos na fase de edição, com muito material de arquivo e muitas falas dela”, conta a diretora em entrevista ao Pittaplay.

De Juntas e Separadas a Sob Pressão, a diretora revela um olhar que equilibra drama e comédia como na vida real. Foto: Carlos Eboli
Mini Kerti, uma das diretoras mais sensíveis do audiovisual brasileiro, responsável por trabalhos como Juntas e Separadas e Sob Pressão. Foto: Carlos Eboli

Mesmo diante da carga emocional do projeto, Mini Kerti estabelece direcionamento claro: o filme não será conduzido exclusivamente pelo drama. A ideia é preservar aquilo que, segundo ela, definia a essência da artista: “A Preta era alegria. Era uma pessoa muito verdadeira, muito livre. Ela celebrava a vida”, afirma.

Pensado como série documental em quatro episódios, o projeto será lançado no Globoplay e busca construir um retrato em camadas, combinando depoimentos, arquivos e memórias sem a pressa de uma narrativa condensada. O objetivo é equilibrar luz e sombra, dor e celebração, respeitando a complexidade de uma figura que sempre se colocou de forma intensa e transparente.

No fim, mais do que contar a história de uma artista, o documentário tenta capturar presença, alguém que viveu com liberdade e que deixou marcas profundas em diferentes gerações.

Mini Kerti, também está envolvida em outros projetos e é uma das diretoras mais sensíveis do audiovisual brasileiro, responsável por trabalhos como Juntas e Separadas e Sob Pressão, também disponíveis no Globoplay. Na entrevista ao Pittaplay, ela detalha seu processo criativo, fala sobre a construção de personagens, o peso do silêncio em cena, sua incursão no true crime e os desafios de dirigir histórias que parecem reais demais.

A entrevista completa está disponível no site, na coluna Cena Aberta.

Foto: Larissa Kreili/Feira Preta/Divulgação

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