Dirigido por Mini Kerti, documentário sobre Dona Onete chega aos circuitos internacionais e integra seleção do In-Edit Brasil

Dirigido por Mini Kerti, documentário sobre Dona Onete amplia trajetória internacional com seleção para o Hot Docs, no Canadá, e para o In-Edit Brasil 2026. Foto: Divulgação/Festival do Rio.

O documentário Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui, dirigido por Mini Kerti, segue ampliando sua trajetória dentro do circuito de festivais nacionais e internacionais. Após estrear na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a obra foi selecionada para o Hot Docs Canadian International Documentary Festival, no Canadá, com exibições realizadas nos dias 27 e 30 de abril, em Toronto. Esta foi a primeira participação do longa em um grande festival internacional fora do Brasil.

O filme também integrou a Mostra Competitiva Pan-Amazônica do Amazônia FI Doc e agora acaba de ser anunciado entre os destaques da edição 2026 do In-Edit Brasil, um dos principais festivais de documentários musicais do país, que acontece entre os dias 17 e 28 de junho, em São Paulo.

Mais do que construir retrato biográfico tradicional sobre Dona Onete, Mini Kerti escolhe outro caminho: transformar memória, território e escuta em linguagem cinematográfica. O documentário percorre rios, festas e lembranças da artista paraense para construir narrativa guiada muito mais pela experiência e pela sensação do que pela linearidade clássica.

Em entrevista ao Pittaplay, a diretora explicou que o filme nasce justamente desse processo de aproximação e escuta. “É sempre autoral. Não tem como não ser. Tenho um ponto de vista”, afirmou. Ao mesmo tempo, ela reforça que o olhar do documentário parte da própria Dona Onete: “Mais do que o que é importante para mim, é o que é importante para ela”.

A estrutura do longa também rejeita fórmulas convencionais: “Eu não queria história linear. Não queria ‘nasceu, cresceu, virou cantora’. A gente vai e volta, em um zig-zag, a vida é assim”, explicou Mini.

Esse movimento se conecta diretamente ao território amazônico que o filme retrata. O rio deixa de ser cenário e passa a funcionar como pulsação da narrativa. Em vez de organizar o tempo por acontecimentos, o documentário constrói seu ritmo a partir das vivências.

A entrevista completa com Mini Kerti está disponível no Pittaplay e você pode conferir na íntegra clicando aqui. Na conversa, a diretora também fala sobre os bastidores de Juntas e Separadas, o impacto de Sob Pressão em sua trajetória e os novos projetos em desenvolvimento, incluindo o documentário sobre Preta Gil.

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