Onde assistir documentário de Preta Gil: Globo estreia duas homenagens. Saiba tudo

Um ano após a morte de Preta Gil, Globo estreia o documentário "Preta – Eu Não Ando Só" e a série "Meu Nome é Preta". Saiba quando assistir e o que cada produção mostra. Foto: Divulgação/Globo.

Foto: Divulgação/Globo.

Um ano após a morte de Preta Gil, a Globo presta homenagem à cantora com duas produções inéditas que estrearam na segunda-feira (20). O projeto “Quanto Mais Preta, Melhor” reúne o documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, exibido na TV Globo, e a série Original Globoplay “Meu Nome é Preta”, que resgata diferentes momentos da vida e da carreira da artista.

Onde assistir documentário de Preta Gil?

Os dois projetos estão disponíveis no Globoplay. “Preta – Eu Não Ando Só” que foi exibido na tv aberta está no catálogo da plataforma, assim como a série “Meu Nome é Preta”, com o primeiro episódio aberto também para não assinantes da plataforma. Os demais capítulos serão disponibilizados semanalmente, até o episódio final, em 8 de agosto, data em que Preta Gil completaria mais um aniversário.

Preta Gil morreu em julho de 2025, aos 50 anos, após enfrentar um câncer colorretal. Agora, sua história volta ao centro da programação em duas obras que se complementam. Enquanto o documentário acompanha seus últimos anos de vida por meio de registros íntimos gravados pela própria cantora e por pessoas próximas, a série percorre sua infância, a consolidação na música, o empreendedorismo e o impacto que teve na cultura brasileira ao transformar sua própria história em símbolo de representatividade, liberdade e afeto.

Produzido a partir de imagens registradas em celulares e depoimentos de familiares e amigos, “Preta – Eu Não Ando Só” revela a rede de carinho que acompanhou a artista durante o tratamento contra o câncer. O documentário reúne participações de Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, além de Francisco Gil, Sol de Maria e Gilberto Gil.

Para a diretora Sandra Kogut, o filme traduz a essência de uma mulher que nunca deixou de celebrar a vida: “O filme coloca a gente muito perto da Preta, na intimidade, e ao mesmo tempo dá a dimensão de quem ela foi. Apesar da doença, tudo na Preta era sobre a vida, a pulsão gigante da vida. Então é um filme que abraça isso, a alegria, a gargalhada, a vontade de viver. E ao mesmo tempo ela tinha essa vontade de se mostrar para o mundo de peito aberto. O filme mostra também as dores e as lágrimas.”

A diretora artística Monica Almeida revela que o projeto nasceu de um desejo da própria cantora: “Ela me chamou para conversar em 2023. A vontade era fazer um filme mais íntimo, filmado pelos amigos. Ela queria se filmar, queria que fosse de verdade, original como ela. A gente acompanhou todo esse processo, o filme foi mudando ao longo do tempo, se desenhando conforme o caminho da Preta.”

‘Meu Nome é Preta’ resgata a mulher por trás da artista

No Globoplay, “Meu Nome é Preta” amplia esse olhar ao reconstruir a vida da cantora por meio de imagens raras, registros históricos e depoimentos inéditos de amigos e familiares. Dividida em quatro episódios, a série revisita momentos marcantes da infância, da carreira musical, da criação da Noite Preta e do Bloco da Preta, além dos desafios pessoais e profissionais enfrentados ao longo de sua trajetória.

Antes mesmo da confirmação oficial da estreia da produção, a diretora Mini Kerti falou ao Pittaplay, em entrevista exclusiva, sobre a proposta da série. Segundo ela, o objetivo nunca foi construir uma narrativa centrada apenas na dor, mas preservar aquilo que fazia de Preta Gil uma personalidade única: “A Preta era alegria. Era uma pessoa muito verdadeira, muito livre. Ela celebrava a vida.”

A diretora também destacou que a artista jamais teve receio de revelar quem realmente era: “A série mostra que Preta Gil nunca teve medo de revelar a sua essência para o mundo. Ela se conectava de forma generosa com as pessoas e se expunha impiedosamente. Ela não criava pautas, ela era a própria pauta.”

A produtora Luísa Barbosa acredita que um dos aspectos mais marcantes da série é justamente revelar a coerência entre a figura pública e a mulher que existia longe dos holofotes: “O que mais surpreende ao mergulhar na história de Preta Gil é a coerência radical entre a pessoa pública e a privada. Fica claro que aquela personalidade expansiva, generosa e sem filtros que o público via era exatamente quem ela era na intimidade. Contar sua história é reconhecer a força de quem escolheu viver com autenticidade, mesmo sob julgamento constante, e evidenciar o impacto real que isso teve na cultura e no imaginário coletivo.”

Mais do que reconstruir a carreira de Preta Gil, as duas produções procuram mostrar quem existia por trás da artista. Ao combinar imagens inéditas, memórias e relatos de pessoas que compartilharam sua caminhada, a homenagem evidencia como sua autenticidade ultrapassou os palcos e influenciou gerações por meio da coragem de viver exatamente como era.

Leia também: o Pittaplay publicou uma entrevista exclusiva com a diretora Mini Kerti, que além de falar sobre outros trabalhos como a série Juntas e Separadas, contou um pouco sobre os bastidores da criação de “Meu Nome é Preta”.

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