Foto: Adalberto de Melo Pygmeu
Paola Carosella tem 36 anos de cozinha profissional, mas em Infiltrado na Cozinha toda essa experiência não lhe dá o poder de decidir quem cozinha melhor. Enquanto Fabão e Luana Zucoloto provam os pratos, levantam suspeitas e tentam encontrar quem está fingindo ser profissional, Paola ocupa outro espaço: conduz a investigação, provoca os jurados e também tenta descobrir quem está mentindo.
É com essa divisão de funções que o reality retorna na quarta-feira (16 de setembro), às 21h45, ao GNT e ao Globoplay Premium. A segunda temporada mantém o mistério gastronômico como ponto de partida e acrescenta recursos como as dicas da Esfinge e a sala de interrogação, onde os participantes poderão ser questionados pelos jurados.
Em entrevista exclusiva ao Pittaplay, Paola deixa claro que a cozinha funciona como território para uma brincadeira que nunca pretendeu investigar caráter ou estabelecer quem merece ser chamado de cozinheiro: “Infiltrado na Cozinha não é um estudo sobre verdade e caráter, é um jogo de entretenimento no qual o humor é o fio condutor, e a cozinha é só o cenário onde a gente constrói o enigma”, afirma.
Cozinhar bem não depende de um crachá de chef
A dinâmica coloca profissionais de diferentes áreas diante de um infiltrado treinado especificamente para executar a receita da prova. Uma chef de restaurante pode competir com uma cozinheira de escola, uma marmiteira ou uma personal chef, o que impede que a experiência profissional funcione como pista definitiva.
Para Paola, a possibilidade de um infiltrado preparar o melhor prato da rodada não coloca os critérios do programa em xeque. Seus anos de profissão já lhe mostraram que conhecimento culinário pode existir muito longe de uma cozinha profissional: “Cozinhar bem não é um dom exclusivo de quem tem formação profissional. A cozinha é um talento popular, muita gente que nunca pisou numa cozinha de restaurante cozinha maravilhosamente bem”, diz.
O próprio formato aproveita essa imprevisibilidade. Se o infiltrado permanecer escondido, recebe R$ 10 mil. Caso também prepare o melhor prato, pode terminar o episódio com R$ 20 mil.
Paola também tenta descobrir quem está mentindo
A segunda temporada amplia as ferramentas disponíveis para Fabão e Luana. As dicas da Esfinge acrescentam informações à investigação, enquanto a sala de interrogação permite que os jurados confrontem diretamente os participantes antes de apontarem suas suspeitas.
Paola acompanha tudo sem conhecer necessariamente a resposta. Ela reforça que seu trabalho como apresentadora está distante da função exercida pelos jurados e admite que também se perde entre os possíveis infiltrados: “Meu papel nunca foi resolver o mistério, é justamente o contrário: eu me divirto tentando descobrir também, e raramente acerto (rs). Estou ali pra conduzir, criar o clima e aproveitar o caos tanto quanto quem está em casa.”
Essa distribuição também guarda uma das particularidades que Paola mais valoriza no programa. Embora seja ela quem possua formação técnica em cozinha, são Fabão e Luana que precisam avaliar os pratos e encontrar o farsante: “Tenho a bagagem técnica, mas não sou eu quem julga; eles julgam sem essa bagagem, e é isso que deixa tudo mais engraçado e mais humano”, explica.
Uma segunda temporada que não precisa abandonar o que funcionou
Com oito episódios de 45 minutos, agora exibidos duas vezes por semana, Infiltrado na Cozinha retorna preservando a estrutura que estabeleceu sua identidade na primeira temporada. Cada episódio apresenta duas etapas, começando por uma preparação mais simples e avançando para um desafio de maior complexidade.
Paola também rejeita a ideia de que chegar ao segundo ano obrigue um reality a transformar aquilo que funcionou anteriormente. As novidades entram no jogo sem alterar sua essência: “Não acho que tudo precise mudar ou se reinventar o tempo todo só porque é segunda, terceira ou quarta temporada, às vezes um produto que funciona bem pode continuar sendo ele mesmo.”
No caso de Infiltrado na Cozinha, continuar sendo ele mesmo significa colocar novamente profissionais e impostores diante das panelas enquanto Fabão, Luana, Paola e o próprio público procuram pistas para descobrir quem está enganando quem.
A segunda temporada de Infiltrado na Cozinha estreia nesta quarta-feira, 16 de setembro, às 21h45, no GNT e no Globoplay Premium, com novos episódios às quartas e sextas-feiras. O primeiro episódio está disponível também para não assinantes.
Jornalista, produtor audiovisual, crítico de TV, cinema e literatura e autor de seis livros. Apaixonado por novelas desde a infância, dedica-se há mais de uma década a analisar narrativas, personagens e atuações. É fundador do Pittaplay.

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